Eles voltam em Julho (x-files quem é que havia de ser?), eu volto mais cedo depois desta ausência prolongada devido a motivos de força maior (não estava praí virada). Mas parece-me que os augúrios que o vento de Maio trás são bons...pena eu não saber ler o vento...adiante...Nada me chocou nos últimos tempos porque estamos no planeta Terra e há que gerir ansiedades e espantos de maior por forma a usufruir durante bastantes anos das magras reformas e pensões (que é como quem diz evitar mijar a rir ou a chorar de cada vez que se vê o telejornal por forma a viver mais uns anitos). Sendo assim nada há de melhor que o refúgio na ficção cinematográfica e literária e por isso tenho assistido a cerca de dois filmes por dia, excepto quando vou ao cinema, porque aí são cerca de 3, tenho lido Joanne Harris e deixei de ler jornais e ver o telejornal. Assim continuo culta, mas numa espécie de alienação preventiva de insuficiências cardíacas e derrames cerebrais. E a intervenção e tal? perguntarão os mais revolucionários. As minhas revolucções sinápticas já me dão que fazer mas pelo sim pelo não (e por princípio) tenho-me mantido longe da vida alheia e feito a minha busca seleccionada de informação nas áreas em que posso de facto intervir(ainda acredito que se pode fazer diferença positiva). Eu sei, eu sei "you can't start a fire without a spark", mas este post é uma espécie de ignição precoce(sem erros de escrita...) para a ebulição que aí vem...Temam quando eu voltar a ler O Progresso de Gondomar em vez de livros sobre agricultores que fazem vinhos mágicos com fruta numa paisagem bucólica de uma Inglaterra desconhecida. E mais não digo...
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